segunda-feira, 11 de maio de 2009

a matéria das palavras


estamos aqui. interrogamos símbolos persistentes.
é a hora do infinito desacerto-acerto.

o vulto da nossa singularidade viaja por palavras
matéria insensível de um poder esquivo.

confissões discordantes pavimentam a nossa hesitação.
há uma embriaguês de luto em nossos actos-chaves.

aspiramos à alta liberdade
um bem sempre suspenso que nos crucifica.

cheios de ávidas esperanças sobrevoamos
e depois mergulhamos nessa outra esfera imaginária.

com arriscada atenção aspiramos à ditosa notícia de uma
perfeição
especialista em fracassos.

estrangeiros sempre
agudamente colhemos os frutos discordantes.


ana hatherly

1 comentário:

diana disse...

tanta bela palavra marinha, Luna!
abraço com ondas