
tenho o capricho de te amar. por isso, regresso sempre com a condição da felicidade na sua mais absoluta insensatez. é a loucura que atravessa o vazio para abraçar a impossibilidade do amor. de resto, o teu regresso - ou o meu regresso a ti - é sempre preenchido de uma intensidade que eu gosto.
por mim, passava os dias a ir e a voltar. se tivesse a garantia da eternidade. por não a ter, prefiro falar-te em construir uma ponte segura, com o quadro do douro a serpentear a invicta. e nós dois, de mãos entrelaçadas, a atravessá-la e a dominarmos as vertigens da nossa própria história.
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